
A mensalidade é só uma parte do custo de um sistema para restaurante. O que define quanto você vai pagar de verdade é o modelo de cobrança: por usuário, por terminal, por módulo ou num plano fechado com tudo incluso. Dois sistemas com a mesma mensalidade anunciada podem ter custos bem diferentes no fim do mês, dependendo do tamanho da sua equipe e do que você precisa usar.
Este guia explica cada modelo, os custos que costumam ficar fora da proposta e traz uma lista para comparar orçamentos com calma.
Os quatro modelos de cobrança mais comuns
Por usuário ou por terminal
Cada garçom, caixa ou aparelho é uma licença. Parece barato quando a conta é feita para uma pessoa, mas cresce com a equipe. Se cada licença custar R$ 69 por mês, uma casa com 6 pessoas no salão e na cozinha paga R$ 414 por mês, e mais quando contrata extras para o fim de semana.
Antes de fechar, faça a conta com o número de pessoas da noite mais cheia, e não com a equipe de uma terça-feira.
Por módulo
O plano básico cobre mesas e pedidos, e cada recurso a mais é cobrado à parte: emissão de nota fiscal, tela da cozinha, cardápio digital, relatórios, delivery. É comum a proposta inicial parecer barata e o valor dobrar quando você soma o que realmente vai usar.
Por volume de pedidos ou faturamento
Alguns sistemas limitam a quantidade de pedidos ou produtos por mês, ou cobram um percentual sobre as vendas. O risco é o custo subir justamente nos meses bons. Pergunte o que acontece quando o limite é ultrapassado.
Plano único com tudo incluso
Um preço fixo para a casa inteira, sem cobrar por usuário nem por módulo. É o modelo mais fácil de prever: o valor não muda se a equipe cresce ou se você passa a usar a nota fiscal ou o cardápio digital.
Custos que costumam ficar fora da mensalidade
- Taxa de implantação ou adesão, cobrada uma vez na entrada.
- Equipamento próprio: alguns sistemas exigem terminal, coletor ou computador específico. Outros rodam no celular que o garçom já tem.
- Certificado digital para emitir NFC-e. Ele é comprado de uma certificadora, à parte do sistema, e o modelo A1 é renovado todo ano.
- Módulo fiscal cobrado separado da assinatura.
- Fidelidade e multa de cancelamento, que prendem você a um sistema que não funcionou.
- Treinamento e suporte cobrados por hora ou fora do horário comercial.
Quanto custa o Comandei
O Comandei tem um plano só: R$ 119,90 por mês, com usuários, pedidos e produtos ilimitados. Estão incluídos a comanda eletrônica, o controle de mesas, a tela da cozinha (KDS), o caixa, a emissão de NFC-e e o cardápio digital com QR Code. Não há taxa de implantação nem fidelidade.
Os primeiros 14 dias são grátis: o cartão é cadastrado no início, e a primeira cobrança só acontece depois do teste. Veja tudo o que está incluso na página de preços.
Checklist para comparar propostas
- Quantas pessoas vão usar o sistema, e o preço muda com isso?
- A emissão de NFC-e está incluída? Funciona no seu estado?
- Tem taxa de implantação?
- Tem fidelidade ou multa para cancelar?
- Funciona no celular que a equipe já tem, ou exige equipamento?
- A cozinha recebe os pedidos em tela, em impressora ou nas duas?
- Há limite de pedidos, produtos ou mesas?
- O suporte é em português, e em qual horário?
- Dá para testar antes de pagar, com a sua operação de verdade?
Com essas respostas em mãos, compare o custo total do primeiro ano, e não só a mensalidade da primeira página.